Dear reader,
You may have noticed that we’ve changed domains from Minestories to Solid Ground online, a name that more inclusively reflects our broad range of solutions for the mining and rock excavation industries. Rest assured, you’ll still be able to read and watch the ground-breaking content you’ve come to expect. Thanks for visiting.

Economia block cave

KAMLOOPS, CANADÁ. Uma solução de carregamento automatizado permitiu que a única mina block cave do Canadá atenuasse os riscos de deslizamentos e aumentasse a produtividade – e ainda pagou-se em menos de dois meses.

A tonelagem é equivalente à lucratividade na mina New Afton, da New Gold, na Colúmbia Britânica. Ela já chegou a extrair até 22.000 toneladas em um único dia. Rotineiramente, são 18.500 toneladas extraídas da única mina block cave do Canadá.

Como outras minas block cave produtivas, a New Afton desfruta de eficiência invejável a custos operacionais extremamente baixos. Mas ela também teve que superar um dos maiores desafios: a possibilidade de deslizamentos.

A mitigação dos riscos foi a principal motivação para implementar o carregamento automático na New Afton. À medida que o block cave crescia, mais e mais pontos de carregamento se tornavam fragmentados e úmidos. Até 2016, um em cada cinco pontos foi avaliado como de alto risco. Para garantir a segurança dos operadores, a New Afton interrompeu a extração manual desses locais e implementou o carregamento remoto de campo de visão.

“Quando 20% da sua fonte precisa ser extraída remotamente, você corre o risco de não obter as tonelagens adequadas”, explica o gerente de Mina Peter Prochotsky, que ingressou na New Afton em 2009 como engenheiro de Minas e viu a operação passar de um projeto de desenvolvimento para a mina subterrânea de maior tonelagem do Canadá. “Os sistemas de campo de visão não estavam acompanhando a crescente demanda de produção ao longo dos anos e precisávamos de uma nova maneira de fazer as coisas.”

A New Afton conduziu um estudo de engenharia no final de 2016 para avaliar o valor potencial da implementação do carregamento automatizado para superar a restrição de produção causada pelo campo de visão e melhorar ainda mais a segurança. A mina testou uma Sandvik LH514 equipada com AutoMine por um mês no início de 2017. 

Temos a sorte de ter trazido o sistema AutoMine no momento ideal

Embora a carregadeira de 14 toneladas tenha provado ser muito longa para algumas curvas mais apertadas, a New Afton se baseou no desempenho do teste para estimar tempos de ciclo e caçambas por turno  – impressionantes – para uma Sandvik LH410 menor.

“Para fazer a transição de uma solução de campo de visão para uma automatizada, calculamos um período de retorno de 54 dias”, conta Prochotsky. “Se continuássemos usando campo de visão, a perda de produção seria, essencialmente, superior a 54 dias, o valor de uma nova Sandvik LH410. E nós, obviamente, decidimos rapidamente qual era o caminho certo a seguir.

O layout do nível de extração da New Afton não era otimizado para automação. E dois colegas trabalharam juntos para defender o projeto, implementando o sistema e conseguindo o apoio dos operadores.

Bob Garner, especialista técnico com décadas de experiência em block cave, liderou a parte operacional e treinou operadores no sistema AutoMine. O técnico de Instrumentação Elétrica TJ Williams complementou as habilidades de Garner com seu conhecimento, lidando com a instalação de todos os sistemas elétricos.

Mina New Afton

Localizada a aproximadamente 350 km de Vancouver e a 10 km do centro regional Kamloops, na Colúmbia Britânica, Canadá, a mina subterrânea New Afton ocupa o local da histórica mina a céu aberto Afton, que a Teck Resources operou de 1977 a 1997.

Outra empresa assumiu o local em 1999 e analisou a viabilidade de uma mina block cave sob a antiga mina a céu aberto. Por meio de fusões, essa empresa tornou-se a New Gold. O desenvolvimento da New Afton começou por rampas descendentes em 2007 e ela atingiu a produção comercial em 2012.

A mina, que emprega aproximadamente 450 pessoas, produziu 77.329 onças de ouro e 38.600 toneladas de cobre em 2018.

“Precisávamos pensar na infraestrutura, no Wi-Fi, onde colocaríamos antenas, o quão longe elas tinham que ficar, e depois ainda ensinar a carregadeira seu percurso para que tudo funcionasse com eficiência”, destaca Garner.

A Sandvik forneceu assistência de engenharia, iniciando a implementação do sistema na parte oeste da mina, e Williams conseguiu replicar o processo na parte leste.

“A infraestrutura é relativamente simples. A Sandvik forneceu uma excelente documentação que seguimos à risca e eu aprendi muito trabalhando com seus engenheiros. O processo geral de instalação foi bastante simples.”

Uma semana após o comissionamento, no final de 2017, a primeira das duas Sandvik LH410 automatizadas já estava se mostrando significativamente mais produtiva do que a solução remota.

Williams conta que, em cinco dias, a maioria dos operadores da mina já estava confortável em utilizar o AutoMine.

“As carregadeiras automatizadas da Sandvik são muito mais avançadas tecnologicamente do que as da concorrência, mas com uma curva de aprendizado menos complexa”, lembra. “Todo mundo aprendeu muito facilmente.”

A New Afton usou suas Sandvik LH410s no nível de extração da mina, um dos cinco principais níveis subterrâneos block cave. A distância média de deslocamento entre o ponto de carregamento e a passagem de material é de apenas 75 metros, limitando os benefícios da automação.

“Quanto maior a distância, mais rápido a carregadeira pode transportar e completar um ciclo, e maior é o valor da automação”, ressalta Prochotsky.

Apesar das limitações criadas pelos deslocamentos curtos do nível, o tempo de ciclo automatizado da Sandvik LH410 é quase metade do das carregadeiras comuns da mina. A extração manual ainda é mais rápida nas áreas que a New Afton pode usá-la, mas o menor tempo de inatividade e a maior utilização da Sandvik LH410 compensam seu tempo de ciclo um pouco mais alto.

<p>A operação subterrânea na New Afton deve produzir, em média, 85.000 onças de ouro e 34 mil toneladas de cobre por ano ao longo da vida útil da mina.</p>

A operação subterrânea na New Afton deve produzir, em média, 85.000 onças de ouro e 34 mil toneladas de cobre por ano ao longo da vida útil da mina.

“No final do dia, as toneladas movidas por uma carregadeira manual e uma carregadeira automática são muito semelhantes”, afirma Prochotsky.

Além de recuperar o custo de investimento da carregadeira automatizada em menos de dois meses de operação, a New Afton teve resultados positivos. O AutoMine conduz a carregadeira com precisão e seus recursos de prevenção de colisão ajudam a eliminar danos ao mesmo tempo em que permitem altas velocidades que aceleram o tempo total do ciclo.

“Costumávamos gastar cerca de CAD 10 mil mensais por carregadeira com as colisões, que são diretamente relacionadas à operação de nossas carregadeiras comuns em um ambiente estreito”, conta Prochotsky. “Esse custo caiu para zero graças ao AutoMine.”

A mina também percebeu um aumento de 30% na vida útil dos pneus da Sandvik LH410s em comparação com as outras carregadeiras de 10 toneladas da mina.

Depois de gerenciar com sucesso a mudança para o carregamento automatizado, e melhorar a eficiência de extração enquanto mitigava os riscos de deslizamentos, a New Afton começou a pensar mais alto.

Nos primeiros 18 meses, os operadores supervisionaram as carregadeiras automatizadas Sandvik a partir de duas salas de controle subterrâneas. A New Afton finalizou recentemente um processo de licenciamento com o Ministério de Energia, Minas e Recursos Petrolíferos da Columbia Britânica para permitir que os operadores usem o AutoMine a partir de um terceiro espaço na superfície, eliminando o tempo de viagem e permitindo operação automática em trocas de turno.

“Achamos que isso nos permitirá liberar os benefícios de produtividade da automação. Os ganhos que esperamos devem ser maiores do que preencher a lacuna estreita entre a produtividade manual e automatizada”, acrescenta Prochotsky.

A New Afton se concentrou quase exclusivamente na produção durante 2018, mas a mina também recomeçou o desenvolvimento para acessar uma nova zona que deve estender a sua vida útil até 2030. A New Afton vai manter a mesma produção diária de 18.500 toneladas, com três horas de operação a menos para desmontes, duas vezes ao dia. A execução do AutoMine a partir da superfície também permite que a New Afton resolva esse desafio.

“Vamos manter nossa mina produtiva usando uma carregadeira automática nos intervalos de desmonte”, diz Prochotsky. “Se pudermos economizar 90 minutos em cada turno, será um enorme ganho de eficiência que também descompromete o projeto.”

New Gold

A mineradora canadense New Gold opera a mina New Afton, na Colúmbia Britânica, e a mina Rainy River, em Ontário, ambas no Canadá. A New Gold também detém 100% do projeto Blackwater na Colúmbia Britânica e opera a mina Cerro San Pedro, no México, que passou para a fase de recuperação em 2018. A New Gold produziu 315.483 onças de ouro e 38.600 toneladas de cobre em operações contínuas em 2018 .

Prochotsky argumenta que a New Afton não poderia ter implementado o carregamento automático em um momento melhor.

“A oportunidade de aprender e colocar em prática não é muito frequente em minas block cave, já que um novo nível é desenvolvido apenas a cada cinco a dez anos”, explica. “Temos a sorte de trazer o sistema AutoMine em um momento perfeito, aprender a usá-lo para obter o máximo benefício e nos posicionarmos para aproveitá-lo totalmente no futuro projeto de mina.”

Para a New Afton, o AutoMine provou ser a solução completa de automação que a gerência escolheu.

“Se outro gerente de Mina me perguntar com quem deveria automatizar, direi imediatamente que a Sandvik tem o melhor sistema do mercado, e têm um pacote completo”, destaca Prochotsky. “A Sandvik têm profissionais de Serviço disponíveis para vir ao seu site e ajudar a treinar a equipe, fornecem uma ótima documentação de segurança que permite que você tenha certeza de que não haverá nenhum acidente e têm um produto que realmente funciona. É uma escolha bem simples.”