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Salvo pelo gongo

PORT-DANIEL–GASCONS, QUEBEC. Uma infeliz quebra de equipamentos acabou ajudando a pedreira de calcário da mais nova fábrica de cimento de Quebec.

As florestas cercam a pedreira na montanha adjacente à fábrica da McInnis Cement, na península de Gaspé, Quebec, Canadá. A pedreira oferece vistas panorâmicas da pitoresca Baía de Chaleur, um destino popular de pesca e turismo.

O calcário da pedreira alimenta uma moderna planta que pode produzir 2,3 milhões de toneladas de cimento por ano. Transportadores levam o cimento de silos para o terminal marítimo em águas profundas, onde uma frota de navios com capacidade de até 60 mil toneladas transportam o cimento para centros de distribuição ao longo da costa atlântica.

O complexo industrial se tornou o primeiro a atender o leste do Canadá e o nordeste dos Estados Unidos em mais de 50 anos, quando foi inaugurado em 2017, e o aumento da demanda por seus produtos já levou a McInnis a adicionar silos de armazenamento em sua planta em Quebec e aumentar a infraestrutura de distribuição em todo o nordeste.

Esse aumento da demanda mantém o ritmo do diretor da pedreira, François LeMoal, e de seus colegas.

“Como em todas as fábricas de cimento, o coração é o forno”, conta. “E ele está aquecido a mais de 1.400 oC. Não queremos pará-lo para depois ter que fazê-lo chegar a essa temperatura novamente. Por isso, queremos mantê-lo em funcionamento pelo máximo de meses possível, sem parar. E isso significa que precisamos continuar extraindo e britando calcário.”

A pedreira – de 17.000 toneladas por dia – e as terras adquiridas nas proximidades mantêm reservas estimadas para durar um século, e o calcário é coberto por relativamente pouco material. Mas o terreno é complexo e cria desafios de perfuração e desmonte.

Ranger DX900i

A Ranger DX900i é a perfuratriz mais poderosa da sua classe, com recursos de inteligência e uma superestrutura giratória de contrapeso para melhorar a estabilidade. Com uma área de cobertura de perfuração máxima de 290 graus, a Ranger DX900i economiza tempo e minimiza as necessidades de reposicionamento. Seu novo sistema de controle de compressor, layout inovador do cooler e sistema de gerenciamento de pressão otimizado ajudam a reduzir o consumo de combustível.

“A área topográfica é bonita, mas estamos no topo de duas montanhas com difícil acesso”, afirma LeMoal. “Em uma bancada muito pequena, é necessário fazer dez vezes mais furos do que em uma plana de 15 metros. Imagine então a perfuração necessária devido a essa topografia e as obras de terraplenagem para levar o equipamento a esses locais.”

Um operador pode alcançar 300 metros em uma bancada plana de 15 metros em um dia e apenas 100 metros em uma área mais complexa no dia seguinte. A variação química do depósito também pode complicar o planejamento do padrão de desmonte.

“Temos calcário de alta qualidade em alguns lugares e com alto teor de sílica em outros, portanto, precisamos misturá-los nos britadores para obter a mistura correta e produzir clínquer com baixo teor de álcalis”, diz LeMoal. “O terreno também é bastante desafiador. Depois de toda a sobrecarga, você tem alguns buracos naturais, já que o calcário é facilmente afetado pela chuva. Esses buracos, assim como a deformação do depósito, às vezes nos levam a situações muito complexas.”

Os meses frios criam outro desafio. No inverno passado, a McInnis teve que remover 500.000 m3 de neve. “Era uma pedreira dentro de outra”, conta LeMoal.

Quando a perfuração de desenvolvimento começou em 2016, a McInnis comprou uma perfuratriz Leopard DI550 down-the-hole (DTH). Foi uma escolha natural para LeMoal, que conheceu – e gostou – das perfuratrizes DTH em uma das maiores pedreiras da França antes de se mudar para Quebec, em 2013.

“É muito produtiva e gera menos desvio se você precisar fazer perfurações angulares, mas também é um pouco grande demais quando é preciso ir para áreas íngremes ou com muitas rachaduras, buracos e falhas”, destaca LeMoal sobre a Leopard DI550.

Conveyors in closed galleries carry finished cement to the marine terminal offshore.

Conveyors in closed galleries carry finished cement to the marine terminal offshore.

Após dois anos de operação produtiva e confiável na pedreira, uma quebra, em outubro de 2018, arriscou deixar a equipe incapaz de fornecer calcário à planta por mais de duas semanas.

Para minimizar o impacto na produção da McInnis, a Sandvik mobilizou o melhor equipamento substituto possível que poderia oferecer no menor período de tempo – uma perfuratriz top hammer Ranger DX900i da filial da empresa em Miramichi, New Brunswick.

Mas quando a unidade com poucas horas de uso chegou à fábrica de cimento apenas quatro dias após a quebra da Leopard DI550, LeMoal ficou cético em relação a seu tamanho.

“A primeira vez que a vimos, dissemos: ‘ah não, é muito pequena. Nunca alcançaremos nossa capacidade de produção com ela’’, lembra.

As aparências rapidamente se mostraram enganadoras. “Depois de duas semanas de operação, dissemos: ‘podemos fazer furos bastante grandes com ela e chegar a esses terrenos com facilidade, com menos terraplenagem para preparar o campo em comparação com a DI550’. Portanto, gastamos menos tempo de preparação e tivemos menos custos. Foi um prazer e uma grande surpresa também, porque não considerávamos esse tipo de equipamento antes.”

Quando a Sandvik recomissionou a Leopard DI550 reparada apenas três semanas após o colapso, a Ranger DX900i já estava oferecendo a mesma produtividade na perfuração de furos de 5,5 polegadas que a Leopard DI550 perfurando furos de 6,5 polegadas, e o novo equipamento top hammer se mostrou muito mais versátil e manobrável.

“Queremos perfurar os maiores furos possíveis quando tivermos bancadas de 15 metros”, afirma LeMoal. “Mas quando estamos em uma área muito difícil, não podemos acessar com esse equipamento. Ou teríamos muito trabalho ou teríamos que chamar uma outra empresa. Com a DX900i, você pode ter um bom desempenho e acessar qualquer área devido ao seu tamanho. Isso é impressionante.”

A McInnis já estava planejando investir em outra Leopard DI550 para aumentar a capacidade de produção, mas “a facilidade da DX900i nesse tipo de terreno nos fez mudar de ideia”, lembra LeMoal.

Ficamos maravilhados. Podemos perfurar tamanhos de furos que outras perfuratrizes top hammer não podem, e esse equipamento também pode subir montanhas

“No início, não estávamos satisfeitos em recebê-la temporariamente como substituta, mas tentamos e acabamos descobrindo uma boa perfuratriz para o nosso processo, para a nossa pedreira”, destaca LeMoal. “Ficamos maravilhados. Podemos perfurar um tamanho de furo que outras perfuratrizes top hammer não podem, e ela também pode subir montanhas.”

A Ranger DX900i agregou um valor inesperado aos resultados da McInnis, eliminando a necessidade de contratatação de uma outra empresa.

“Estávamos pensando em usar uma empreiteira para nossas paredes finais, mas com a DX900i também podemos fazer esse trabalho internamente”, acrescenta LeMoal.

A McInnis comprou a Ranger DX900i em julho de 2019, pois sua produtividade e eficiência continuavam impressionando. O equipamento desenvolve principalmente as bancadas planas que a Leopard DI550 pode acessar mais facilmente.

“A DI550 e a DX900i formam a combinação perfeita”, destaca.

LeMoal aprecia a capacidade de exportar planos de perfuração de seu escritório diretamente para a Ranger DX900i. A eficiência de combustível também impressionou o gerente da pedreira.

“Tivemos um consumo muito baixo com a DX900i em comparação com a DI550”, diz. “Isso foi uma surpresa agradável, assim como a produção, que também é muito boa.”

Os operadores veteranos Renaud Langlois e Samuel Poirier dividem o tempo nas cabines da Ranger DX900i e da Leopard DI550.

“Em 20 anos, essa foi a melhor top hammer que já operei”, afirma o operador Renaud Langlois sobre a Ranger DX900i.”

“Em 20 anos, essa foi a melhor top hammer que já operei”, afirma o operador Renaud Langlois sobre a Ranger DX900i.”

A Ranger DX900i que a Sandvik forneceu como opção emergencial impressionou tanto que a McInnis a adquiriu.

A Ranger DX900i que a Sandvik forneceu como opção emergencial impressionou tanto que a McInnis a adquiriu.

“A DX900i é do tamanho ideal para calcário, está entre a grande DI550 e um menor equipamento top hammer”, afirma Langlois. “A nova iCab é agradável e silenciosa.”

Seu recurso favorito é o braço giratório de 290 graus, que minimiza a necessidade de reposicionar o equipamento a cada furo e permite 55 m2 de cobertura de perfuração.

“Há menos movimento para perfurar e é mais rápido para a produção”, destaca. “Em 20 anos, essa foi a melhor top hammer que já operei. Pensando no todo, é a melhor.”

Apesar de seu ceticismo inicial em relação à Ranger DX900i, LeMoal é grato pela surpresa positiva e pela resolução rápida da Sandvik em relação à quebra da Leopard DI550.

“Mesmo no momento mais complicado, a Sandvik está aqui para nos apoiar e trabalhamos em equipe, não apenas como fornecedor e cliente”, conclui LeMoal. “É muito bom por ter esse tipo de relação.”

Sustentabilidade

A sustentabilidade é o principal foco da McInnis Cement. A fábrica cumpre voluntariamente as rigorosas normas nacionais de 2015 em relação a emissões de poluentes perigosos do ar para novas plantas, conforme estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Sua torre alta ajuda a pré-aquecer o material e o forno é mais curto, exigindo menos energia para produzir clínquer e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A planta foi construída para poder usar a biomassa de madeira para aquecer o forno, e a McInnis está conduzindo um estudo de viabilidade para substituir até 30% do consumo atual de coque de petróleo por resíduos de madeira no processo de combustão. Cerca de 100 mil toneladas anuais de biomassa florestal de serrarias locais – resíduos como lascas de madeira, casca e serragem – podem ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa da planta, beneficiando também o setor florestal da Península de Gaspé.

A McInnis ainda fez considerações especiais ao desenvolver o terminal marítimo para garantir que pontos de pesca locais continuassem acessíveis. E o movimento da embarcação é interrompido quando baleias são vistas na baía. O terminal não apenas reduz os custos de transporte de cimento, mas também melhora a pegada ambiental da operação – um navio pode levar o equivalente a 1.500 caminhões de cimento.